Descrição
O Bastião dos Pescadores (Halászbástya) é o terraço de conto de fadas, de pedra branca, ao lado da Igreja de Matias, na Colina do Castelo, em Budapeste. Parece uma fortaleza medieval, com arcadas, escadas e sete torres pontiagudas, mas foi construído como mirante e oferece a melhor vista do Danúbio e de Pest.
O motivo para subir é o panorama. Dos terraços o rio se estende lá embaixo, com o Parlamento e as pontes, e todo o lado de Pest ao fundo. A fachada principal, com cerca de 140 metros de comprimento, corre paralela ao Danúbio.
As sete torres representam os sete chefes magiares que fundaram a Hungria em 895. O estilo é neorromânico: arcos de meio ponto, colunas, sacadas e telhados cônicos, tudo em pedra clara, contra a massa gótica da igreja logo atrás.
No pátio sul está a estátua equestre de Santo Estêvão, primeiro rei da Hungria, de Alajos Stróbl. A base é decorada com relevos de cenas do seu reinado, da coroação à construção de igrejas.
A escadaria principal, com até oito metros de largura, é guardada por estátuas de guerreiros armados como no século X. Embaixo, o portão guarda um relevo de leão em pedra, vindo de uma igreja românica escavada durante as obras.
Ninguém jamais o defendeu. No fim do século XIX, as muralhas do castelo tinham perdido qualquer função militar: em 1874, o Ministério da Guerra declarou que o Castelo de Buda não era mais uma fortaleza. O arquiteto Frigyes Schulek, que acabara de restaurar a Igreja de Matias, transformou as antigas muralhas em um passeio, construído entre 1895 e 1902.
O nome, porém, é antigo. Na Idade Média, segundo a maioria dos historiadores, este trecho das muralhas era defendido pela corporação dos pescadores, que moravam lá embaixo na Cidade dos Pescadores (Halászváros) e vendiam o pescado no mercado perto da igreja.
Quando a estátua de Santo Estêvão foi inaugurada, em 1906, o próprio imperador Francisco José esteve na cerimônia. Stróbl deixou uma assinatura discreta na base: um mestre de obras barbudo e ajoelhado tem o rosto de um Schulek já idoso.
O bastião foi muito danificado nos cercos da Segunda Guerra Mundial e reconstruído até 1953. O grande hotel Hilton logo atrás, com suas janelas modernas, foi alvo de muita polêmica: para uns, rompe a unidade de Schulek com a igreja; para outros, é uma ponte entre o antigo e o moderno.
Não perca
• O panorama dos terraços superiores.
• A estátua de Santo Estêvão.
• As sete torres.
• Os guerreiros da escadaria principal.
Você sabia?
• Os projetos previam também salões para os sete chefes, nunca construídos aqui: os chefes foram cavalgar na Praça dos Heróis.
O motivo para subir é o panorama. Dos terraços o rio se estende lá embaixo, com o Parlamento e as pontes, e todo o lado de Pest ao fundo. A fachada principal, com cerca de 140 metros de comprimento, corre paralela ao Danúbio.
As sete torres representam os sete chefes magiares que fundaram a Hungria em 895. O estilo é neorromânico: arcos de meio ponto, colunas, sacadas e telhados cônicos, tudo em pedra clara, contra a massa gótica da igreja logo atrás.
No pátio sul está a estátua equestre de Santo Estêvão, primeiro rei da Hungria, de Alajos Stróbl. A base é decorada com relevos de cenas do seu reinado, da coroação à construção de igrejas.
A escadaria principal, com até oito metros de largura, é guardada por estátuas de guerreiros armados como no século X. Embaixo, o portão guarda um relevo de leão em pedra, vindo de uma igreja românica escavada durante as obras.
Ninguém jamais o defendeu. No fim do século XIX, as muralhas do castelo tinham perdido qualquer função militar: em 1874, o Ministério da Guerra declarou que o Castelo de Buda não era mais uma fortaleza. O arquiteto Frigyes Schulek, que acabara de restaurar a Igreja de Matias, transformou as antigas muralhas em um passeio, construído entre 1895 e 1902.
O nome, porém, é antigo. Na Idade Média, segundo a maioria dos historiadores, este trecho das muralhas era defendido pela corporação dos pescadores, que moravam lá embaixo na Cidade dos Pescadores (Halászváros) e vendiam o pescado no mercado perto da igreja.
Quando a estátua de Santo Estêvão foi inaugurada, em 1906, o próprio imperador Francisco José esteve na cerimônia. Stróbl deixou uma assinatura discreta na base: um mestre de obras barbudo e ajoelhado tem o rosto de um Schulek já idoso.
O bastião foi muito danificado nos cercos da Segunda Guerra Mundial e reconstruído até 1953. O grande hotel Hilton logo atrás, com suas janelas modernas, foi alvo de muita polêmica: para uns, rompe a unidade de Schulek com a igreja; para outros, é uma ponte entre o antigo e o moderno.
Não perca
• O panorama dos terraços superiores.
• A estátua de Santo Estêvão.
• As sete torres.
• Os guerreiros da escadaria principal.
Você sabia?
• Os projetos previam também salões para os sete chefes, nunca construídos aqui: os chefes foram cavalgar na Praça dos Heróis.