Descrição
Os Sapatos na Margem do Danúbio são um memorial do Holocausto na margem de Pest do Danúbio, em Budapeste, a cerca de 300 metros ao sul do Parlamento. Sessenta pares de sapatos de ferro estão à beira da água, como se seus donos tivessem acabado de sair deles. E saíram, um instante antes de serem fuzilados.
O memorial foi concebido pelo cineasta Can Togay e feito com o escultor Gyula Pauer. Os sapatos são fundidos em ferro, no estilo dos anos 1940, e fixados ao muro de pedra da margem, com um banco de pedra de 40 metros de comprimento e 70 centímetros de altura atrás deles.
Três placas de ferro fundido, em húngaro, inglês e hebraico, trazem a dedicatória: «À memória das vítimas fuziladas no Danúbio pelos milicianos da Cruz Flechada em 1944–1945». Foi inaugurado em 16 de abril de 2005, entre a Praça Széchenyi e a Praça Kossuth.
No inverno de 1944–45, milicianos do partido fascista Cruz Flechada colocavam pessoas em fila ao longo do rio, mandavam que tirassem os sapatos, que tinham valor e podiam ser vendidos, e as fuzilavam à beira da água para que os corpos caíssem no rio e fossem levados pela correnteza.
Cerca de 23.500 pessoas foram mortas assim durante o terror da Cruz Flechada, 20.000 delas judias. Muitas execuções aconteceram por volta de dezembro de 1944 e janeiro de 1945, quando milicianos levaram até 3.600 judeus do recém-criado gueto de Budapeste.
Nesses mesmos meses, alguns trabalhavam para salvar vidas. O diplomata sueco Raoul Wallenberg, com Valdemar Langlet, da Cruz Vermelha sueca, abrigou judeus em edifícios declarados território sueco, enquanto o italiano Giorgio Perlasca fez o mesmo, abrigando judeus na embaixada da Espanha.
Na noite de 8 de janeiro de 1945, uma brigada da Cruz Flechada obrigou os moradores de um prédio da Rua Vadász a ir à margem do Danúbio. À meia-noite, o oficial de polícia Károly Szabó e vinte policiais com baionetas em punho irromperam entre os milicianos e salvaram todos.
O memorial é feito de muito pouco: sessenta pares de sapatos, um banco e três placas. Nada diz mais do que os próprios sapatos, deixados à beira da água.
O memorial foi concebido pelo cineasta Can Togay e feito com o escultor Gyula Pauer. Os sapatos são fundidos em ferro, no estilo dos anos 1940, e fixados ao muro de pedra da margem, com um banco de pedra de 40 metros de comprimento e 70 centímetros de altura atrás deles.
Três placas de ferro fundido, em húngaro, inglês e hebraico, trazem a dedicatória: «À memória das vítimas fuziladas no Danúbio pelos milicianos da Cruz Flechada em 1944–1945». Foi inaugurado em 16 de abril de 2005, entre a Praça Széchenyi e a Praça Kossuth.
No inverno de 1944–45, milicianos do partido fascista Cruz Flechada colocavam pessoas em fila ao longo do rio, mandavam que tirassem os sapatos, que tinham valor e podiam ser vendidos, e as fuzilavam à beira da água para que os corpos caíssem no rio e fossem levados pela correnteza.
Cerca de 23.500 pessoas foram mortas assim durante o terror da Cruz Flechada, 20.000 delas judias. Muitas execuções aconteceram por volta de dezembro de 1944 e janeiro de 1945, quando milicianos levaram até 3.600 judeus do recém-criado gueto de Budapeste.
Nesses mesmos meses, alguns trabalhavam para salvar vidas. O diplomata sueco Raoul Wallenberg, com Valdemar Langlet, da Cruz Vermelha sueca, abrigou judeus em edifícios declarados território sueco, enquanto o italiano Giorgio Perlasca fez o mesmo, abrigando judeus na embaixada da Espanha.
Na noite de 8 de janeiro de 1945, uma brigada da Cruz Flechada obrigou os moradores de um prédio da Rua Vadász a ir à margem do Danúbio. À meia-noite, o oficial de polícia Károly Szabó e vinte policiais com baionetas em punho irromperam entre os milicianos e salvaram todos.
O memorial é feito de muito pouco: sessenta pares de sapatos, um banco e três placas. Nada diz mais do que os próprios sapatos, deixados à beira da água.